O impacto se amplia de forma proporcional: uma alta de 3°C na temperatura impulsiona em 12,8% o volume de bebidas.
Por Misto Brasil – DF
O varejo brasileiro de bebidas precisará recalcular suas rotas para o segundo semestre de 2026, segundo reportagem do canal Times Brasil.
Com a expectativa de intensificação do fenômeno “Super El Niño” entre a primavera e o início do verão, o setor se prepara para oscilações severas na demanda ditadas diretamente pelos termômetros.
Segundo um estudo inédito da Scanntech — que cruzou dados de vendas de 85% do mercado de alimentos nacional com registros de cerca de 600 estações do INMET entre 2022 e 2026 —, cada 1 °C a mais na temperatura eleva em 4,1% o volume de vendas de bebidas sensíveis ao clima.
O impacto se amplia de forma proporcional: uma alta de 3°C na temperatura impulsiona em 12,8% o volume dessas categorias, com picos de intensidade próximos aos 30 °C.
O levantamento aponta retração no consumo de bebidas tradicionalmente associadas a temperaturas mais baixas.
Vinho e conhaque lideram as quedas, ambos com retração de 3,2%, seguidos por tequila (-2,4%), licor (-1,1%), além de tendências de baixa em destilados como cachaça, uísque e vodca.
Impacto por bebida
Água: +5,7%
Isotônico: +5,4%
Cerveja: +5,0%
Gelo: +4,9%
Energético: +3,8%
Chá Pronto: +3,4%
Suco: +3,3%
Água de Coco: +3,1%
Refrigerante: +2,9%
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