Nos diálogos datados de setembro de 2025 e revelados agora, Fabiano Zettel se refere ao magistrado por apelido.
Por Misto Brasil – DF
Mensagens e áudios obtidos pela Polícia Federal e divulgados nesta quarta-feira (30) indicam que Fabiano Zettel, cunhado do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmava em conversas privadas manter proximidade com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O material, revelado pela revista Piauí, reúne registros trocados entre 2023 e o início deste ano, período marcado pela crise institucional da instituição financeira e desdobramentos operacionais no Sistema Financeiro Nacional.
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Nos diálogos datados de setembro de 2025, Zettel se refere ao magistrado por apelido e alega relações de convivência social ao comentar a expectativa por decisões que afetavam o banco.
As gravações também detalham a atuação de Zettel na execução de rotinas financeiras, contratos e transferências sob a orientação do fundador da instituição.
Entre os principais tópicos revelados nas conversas e no processo investigativo, destacam-se:
Gestão de recursos no exterior: Registros de dezembro indicam que Vorcaro teria enfrentado restrições para acessar quantias estimadas em até R$ 20 bilhões guardadas fora do país após ter bens e contas declarados indisponíveis.
Remessa preventiva: Em outubro de 2025, o próprio Zettel relatou ter viajado ao exterior para ocultar valores diante do risco de bloqueios judiciais e da iminência de sanções do órgão regulador.
Liquidação extrajudicial: O Banco Central decretou a intervenção e liquidação do Banco Master em 18 de novembro de 2025, citando crise de liquidez e descumprimento de normas operacionais.
Apreensão de bens: Até o momento, as autoridades identificaram cerca de R$ 2 bilhões em patrimônio e ativos imóveis no Brasil vinculados ao ex-banqueiro, enquanto a holding Titan Capital, nas Ilhas Cayman, teve liquidação determinada com passivo superior a R$ 1 bilhão.
Os áudios registram ainda o acompanhamento feito pelos investigados sobre as decisões do Banco Central relativas à tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB) — posteriormente rejeitada pela autoridade monetária —, além do receio com o avanço de mandados de busca e apreensão de eletrônicos expedidos pela Justiça.
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