Segundo o estudo Brasil Prateado, do Data8, esse volume deve atingir R$ 3,8 trilhões em 2044, representando 35% do consumo no país.
Por Misto Brasil – DF
O avanço da longevidade no Brasil está transformando a dinâmica do mercado imobiliário e redefinindo os conceitos de planejamento urbano.
Atualmente, a população com 50 anos ou mais ultrapassa 59 milhões de pessoas e movimenta R$ 1,8 trilhão ao ano — o equivalente a 24% do consumo privado nacional.
Segundo o estudo Brasil Prateado, do Data8, esse volume deve atingir R$ 3,8 trilhões em 2044, representando 35% do consumo no país.
A relevância econômica desse público vem acompanhada de uma mudança no perfil de consumo. Os brasileiros na faixa de 50+ apresentam um gasto per capita mensal 38% superior ao de faixas etárias mais jovens.
Com o envelhecimento ativo, a busca por moradia ganha destaque, direcionando o setor para imóveis capazes de atender à autonomia e às alterações na rotina ao longo das décadas.
Essa transformação impulsiona o desenvolvimento de projetos urbanos focados na integração intergeracional, indo além de espaços voltados exclusivamente para idosos.
Empreendimentos com percursos caminháveis, áreas verdes, opções de lazer, segurança e comércio integrado oferecem funcionalidade tanto para adultos maduros quanto para famílias com crianças.
“O desafio é criar projetos urbanos em que a pessoa consiga manter autonomia, ter serviços por perto e usufruir dos espaços públicos em diferentes momentos da vida”, destaca Ricardo Laus, CEO da Novo Ambiente Urbanismo.
Um exemplo dessa tendência é o Rioparque, bairro planejado de 460 mil m² em Tijucas (SC), equipado com parque linear de dois quilômetros, open mall e marina para 240 embarcações.
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