Os juros dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) voltaram a subir nesta quarta-feira. O dólar fecho o dia a R$ 5,02.
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa cedeu à pressão externa, com a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos após dados de inflação, e estendeu as perdas da véspera.
O principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,18%, aos 206.505,98 pontos.
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0289, com alta de 0,17%.
“Além do vetor externo, pesou [no desempenho da Bolsa] a realização dos lucros após o forte avanço acumulado da semana anterior”, avaliou analista de investimentos da Nomad, Luca Girardi.
O movimento recente de alta da bolsa brasileira ampliou a distância entre as cotações de diversas ações do Ibovespa e a média móvel de 200 períodos (MM200). Em alguns casos, os preços já estão mais de 50% acima dessa referência, evidenciando o afastamento em relação à média de longo prazo.
Levantamento enviado por Gilberto Coelho, o Giba, analista técnico da XP, com dados do fechamento de 13 de outubro, reúne 59 papéis acima da média de 200 dias e 17 abaixo. No recorte de 76 ativos, isso representa 77,6% das ações negociando acima do indicador.
Os maiores afastamentos positivos aparecem em Vamos, com 69,25%, Fleury, com 59,53%, e Magazine Luiza, com 58,25%. A relação dos papéis com as maiores distâncias acima e abaixo da média pode ser conferida ao final deste texto.
Juros voltam a subir nos EUA
Os juros dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) voltaram a subir nesta quarta-feira (14), depois que a inflação ao consumidor dos Estados Unidos veio acima do esperado em setembro.
Em reação, o rendimento do Treasury de 10 anos saltou cerca de 0,10 ponto percentual, para perto do maior nível desde 2002, a duas semanas da próxima decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
O movimento mexe com o bolso de quem investe em qualquer lugar do mundo. Os Treasuries são a principal referência de investimento de baixo risco do planeta. Quando o rendimento deles sobe, sobe junto o retorno que os investidores cobram para aplicar em ações, em títulos de empresas e em países emergentes como o Brasil.
Freio na economia em 2027
A economia brasileira poderá desacelerar de cerca de 2% neste ano para 1,2% a 1,3% em 2027, diante da perda de força do consumo das famílias, avaliou Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Way Investimentos, em entrevista nesta quarta-feira (14) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
“O ano de 2027 será muito difícil, independente de quem vença o pleito. Já temos contratada uma desaceleração, que pode ser mais ou menos importante a depender da política econômica que será colocada em prática”, afirmou o economista, ao analisar o cenário para o próximo governo.
Petróleo fecha em alta
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (14), em meio às preocupações com a segurança do abastecimento diante das tensões no Oriente Médio. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para dezembro avançou 0,35%, com alta de US$ 0,37, e encerrou a sessão a US$ 106,06 por barril.
Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o WTI para novembro subiu 1,01%, ou US$ 0,95, e terminou o pregão cotado a US$ 95,09 por barril.
Entre os episódios que ampliaram as preocupações com a oferta está o afundamento de um navio de carga no Estreito de Ormuz, após a embarcação atingir uma mina naval.
A informação foi divulgada pela força naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que classificou o caso como o primeiro relato de Teerã sobre o afundamento de um navio nessas circunstâncias desde o início da guerra no Oriente Médio, há sete meses e meio. (Com o InfoMoney, MoneyTimes e Times Brasil)
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