A gratuidade nos fins de semana é pontual e sugere a criação de um Vale-Transporte Social para inscritos no Bolsa Família.
Por Misto Brasil
A implementação do passe livre no transporte público aos sábados e domingos, proposta pelo governo federal, demandará R$ 20,8 bilhões anuais, segundo estimativa da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).
O cálculo abrange ônibus urbanos, trens e metrôs, e projeta uma expansão de 20% na demanda de passageiros.
A entidade avalia a medida como um passo para a inclusão social, mas ressalta desafios operacionais e orçamentários:
Financiamento federal: A NTU defende a participação da União no custeio do sistema, descentralizando a responsabilidade hoje concentrada nos municípios.
Modelo estrutural: A associação argumenta que a gratuidade nos fins de semana é pontual e sugere a criação de um Vale-Transporte Social para inscritos no Bolsa Família.
Impacto da escala de trabalho: A extinção da jornada 6×1 pode exigir até 23% mais motoristas e elevar os custos do setor com pessoal em 15%, em meio à escassez de profissionais qualificados no mercado.
Atualmente, cerca de 80% do custeio do transporte coletivo no país depende da arrecadação das passagens pagas pelos usuários.
Para a NTU, a combinação entre a gratuidade no fim de semana e as novas regras de jornada exigirá mecanismos de transição e fontes permanentes de financiamento público.
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