Foi marcado por trocas de acusações de corrupção, ataques a familiares e divergências profundas sobre segurança pública, saúde e economia.
Por Misto Brasil
O primeiro confronto direto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial foi marcado por trocas de acusações de corrupção, ataques a familiares e divergências profundas sobre segurança pública, saúde e economia.
Promovido pelo Grupo Bandeirantes em parceria com o jornal Estadão, o evento abre a reta final da campanha rumo à votação.
Os principais momentos e eixos de debate entre os candidatos incluem:
Ataques familiares e acusações: Flávio cobrou investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e citou apontamentos da empresária Roberta Luchsinger. Em contrapartida, Lula negou blindagem ao filho, cobrou explicações sobre repasses do Banco Master ao filme do ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA.
Segurança Pública e maioridade: O candidato do PL defendeu declarar “guerra ao narcoterrorismo”, classificar facções como grupos terroristas, criar 500 mil vagas em presídios e reduzir a maioridade penal. Lula rebateu com a defesa da PEC da Segurança Pública, criação do Ministério da Segurança e ampliação da presença federal contra o crime organizado.
Saúde pública e SUS: Flávio prometeu implantar um “padrão Einstein” no SUS, com prontuário eletrônico único via CPF e ampliação de telemedicina sob o comando do médico Cláudio Lottenberg. Lula acusou a oposição de tentar privatizar o sistema, defendeu a gestão na pandemia e prometeu mais recursos para a valorização dos médicos e do atendimento público.
Economia e ajuste fiscal: Lula defendeu a distribuição de renda e a expansão do crédito para estimular a circulação econômica. Flávio focou na alta do custo de vida, prometeu cortes de gastos no governo e citou a queda dos juros futuros como margem para aliviar as contas públicas.
Com declarações duras sobre perda de imunidade parlamentar, política internacional e combate à corrupção, o debate evidenciou o tom polarizado que deve dar a tônica no encerramento da disputa eleitoral.
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