As exportações brasileiras acumularam cerca de 100 milhões de toneladas de janeiro a setembro, avanço de 6,6%.
Por Misto Brasil
O mercado global de soja volta os olhos para as lavouras brasileiras após um setembro de valorização expressiva nas bolsas internacionais.
Impulsionadas pelas compras aceleradas da China e pelo atraso na colheita norte-americana, as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) avançaram 8,7% no mês passado, atingindo média de US$ 13,04 por bushel.
O ritmo do plantio e a regularidade das chuvas no país passam a ditar o comportamento dos preços.
Os principais indicadores do setor agropecuário apontam:
Mato Grosso em alta: A saca de soja em Sorriso (MT) teve média de R$ 142 em setembro, alta mensal de 9,6%.
Recorde de embarques: As exportações brasileiras acumularam cerca de 100 milhões de toneladas de janeiro a setembro, avanço de 6,6%.
Aceleração da semeadura: O plantio atingiu 15,6% da área nacional até outubro, superando a média dos últimos cinco anos.
Apetite chinês: A China adquiriu cerca de 13 milhões de toneladas da safra dos EUA, cobrindo metade da meta da temporada.
Embora o plantio tenha ganhado velocidade nas principais regiões produtoras, a irregularidade das precipitações mantém o setor em alerta para evitar atrasos na janela das safras subsequentes de milho e algodão.
“Após a forte alta observada em setembro, o mercado passa a acompanhar cada vez mais de perto o desenvolvimento da safra brasileira“, afirma o especialista da Consultoria Agro do Itaú BBA.., Francisco Queiroz.
“A demanda chinesa segue oferecendo suporte aos preços, mas o comportamento do clima nas próximas semanas será decisivo para confirmar o potencial produtivo da safra e a manutenção da janela ideal das culturas de segunda safra. Neste momento, o Brasil é o principal fator de atenção para o mercado global de soja”.
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