A Força Aérea Brasileira se manifestou pela primeira vez publicamente hoje nas redes sociais sobre os deslocamentos de autoridades em aviões da frota do Grupo Especial de Transporte (GTE). Num infográfico publicado no Twitter, a FAB procura fugir da polêmica sobre desvios no transporte, como o deslocamento de ministros para os estados de origem sem motivo legal para usar o transporte pago pelo contribuinte.
O uso abusivo de aeronaves oficiais chegou a um ponto que o transporte urgente de órgãos humanos para doação não puderam ser realizados. No ano passado, o presidente Michel Temer (MDB) assinou um decreto que dava prioridade a esse transporte. Independente do marketing à época, a medida foi adequada, mas os abusos não terminaram.
A FAB afirma que não é responsabilidade da instituição perguntar se a solicitação de aeronave é feita por motivos particulares. O transporte especial é um segredo que atende a interesses normalmente escusos e os gastos são mantidos em segredos. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por exemplo, usou mais de 50 vezes um jatinho da Força Aérea num único mês entre Brasília e Rio, estado de origem do parlamentar.
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), usou duas vezes num único dia um jatinho entre Brasília e Fortaleza, para atender a compromissos políticos. Um bate e volta mais uma vez pago com recursos públicos.
Os abusos são frequentes sob o manto da segurança pessoal da autoridade, que dispensa viagens aéreas em rotas comerciais. Em países que controlam melhor essess “pequenos gastos”, ministros e secretários dos três Poderes tem acesso restrito às mordomias pagas com o dinheiro do contribuinte.
























