O governo do presidente Michel Temer não previu no Orçamento de 2019 o adiamento em 12 meses do reajuste salarial do funcionalismo público, como chegou a cogitar, mas divulgou nesta sexta-feira que enviará uma Medida Provisória ao Congresso Nacional sobre o tema mesmo assim. Nesta semana, Temer afirmou publicamente que não acataria a postergação do reajuste.
“O que quisemos fazer foi que, caso MP não seja aprovada, nós já enfrentamos questão de preparar Orçamento compatível com essa realidade”, afirmou o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Bastante questionado sobre o recuo, Guardia tentou minimizar a questão, afirmando que o governo encontrou, com este desenho, “uma maneira equilibrada, conservadora, prudente e absolutamente transparente de fazer o que o presidente queria fazer”.
Caso aprovada pelo Congresso, a MP irá resultar numa economia de 4,7 bilhões de reais, que poderão, por exemplo, ajudar a aumentar os investimentos no ano. Antes, o governo falava em uma possibilidade de poupar R$ 6,9 bilhões com a mesma iniciativa.
“A diferença … é porque havia R$ 2,2 bilhões de despesas que o governo discutia de eventualmente conceder de aumentos, mas que não foram”, explicou o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, pontuando que esse montante acabou sendo então realocado dentro das despesas discricionárias, sendo incorporado no orçamento.






















