Depois do ex-governador Beto Richa, outro ex-governador tucano é alvo de operação policial. Nesta manhã, a Polícia Federal cumpre mandados judiciais em Goiás e tem como alvo endereços do ex-governador Marconi Perillo que, a exemplo de Richa, é candidato ao Senado Federal. Atualizado às 08h24
Na mesma operação deflagrada nesta manhã, foi preso o coordenador de campanha do governador José Elinton (PSDB), que é candidato à reeleição.Segundo o G1, a Cash Delivery apura repasses indevidos para agentes públicos em Goiás. A cifra investigada é de mais de R$ 10 milhões em 2014.
Foi informado que estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária. As ordens são da 11ª Vara da Justiça Federal de Goiás, nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Pirenópolis e Aruanã, em Goiás, e em Campinas e São Paulo.
“Quando ainda era senador e, depois, também como governador, Marconi Perillo solicitou e recebeu propina no valor de, em 2010, R$ 2 milhões e, em 2014, R$ 10 milhões, em troca de favorecer interesses da empreiteira relacionados a contratos e obras no Estado de Goiás”, diz a nota do Ministério Público Federal.
Informa, ainda, que também são alvos da operação o ex-presidente da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop), Jayme Eduardo Rincon, o filho dele, Rodrigo Godoi Rincon, o policial militar Márcio Garcia de Moura, o ex-policial militar e advogado Pablo Rogério de Oliveira e o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior.
Segundo o MPF, o caso foi remetido à primeira instância a partir da renúncia de Marconi Perillo ao mandato de governador de Goiás e a consequente perda de foro privilegiado. O caso foi então assumido pelo Núcleo de Combate à Corrupção do MPF em Goiás e pela Polícia Federal.

























