A Polícia Civil do Distrito Federal informou hoje que resgatou no último dia 28 de dezembro, uma jovem de 18 anos mantida em cárcere privado na sede da seita Igreja Adventista Remanescente de Laodiceia, na área rural do Gama. Outras duas jovens também estariam na mesma situação, mas foram levadas por familiares pouco antes da operação policial.
A jovem estava no local há quatro meses sendo obrigada a realizar trabalhos domésticos. Ela foi levada para o local pela própria mãe, segundo a Polícia Civil, sob a justificativa de tirar o “diabo do corpo” ou “expulsar espírito malignos”. A jovem conseguiu denunciar ao pegar o celular de uma pessoa e mandar uma mensagem para um amigo em Goiânia. Há suspeita de que em outros casos houve abuso sexual, mas essa denúncia ainda não foi confirmada.
Quando os policiais chegaram na casa da igreja, ela estrava trancada num quarto com as janelas e a porta trancados. A mesma seita foi expulsa do Mato Grosso e já funcionou em Corumbá, em Goiás. A seita foi processada em 2015 pelo Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso por manter adultos, jovens e crianças em situações análogas à escravidão.
No caso do MT, é citada Ana Vindoura Dias Luz, que seria a líder da seita. No Tribunal de Justiça do Distrito Federal há processos contra a seita tendo como pano de fundo a reintegração de posse.
Em sua página no Facebook, ainda em funcionamento, a Igreja Adventista Remanescente de Laodiceia afirma que “no final dos tempos surgirá um povo, um remanescente, que se levantará, no caráter de Jesus Cristo, com a missão de fundar o Reino de Deus aqui na terra”. O grupo religioso teria cerca de 400 fieis, que são orientados se de “despirem” de todos os seus bens. No Facebook, estão inscritos 186 seguidores.


