O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, deputado Fábio Félix (PSol), não gostou das declarações do secretário da Educação do DF, Rafael Parente. O secretário, segundo o distrital, chegou a insinuar que os docentes serão monitorados para que não “doutrinem e nem disseminem ideologia de gênero”.
Na semana passada, o secretário sofreu ataques verbais de evangélicos e de partidários do projeto Escola sem Partido, depois de afirmar que não daria espaço à ideologia de gênero. De acordo com o parlamentar, agora o secretário se utiliza de argumentos ultrapassados para criminalizar o pluralismo e a liberdade pedagógica. Em nota, Fábio Félix disse que não aceita “repressão e nem mordaça em sala de aula. Os professores merecem respeito”.
No último dia 2, deputados distritais estiveram reunidos com o secretário. Na ocasião, o deputado Rodrigo Delmasso (PRB), um dos integrantes da bancada evangélica, disse no final do encontro que “acredito que esta atitude já demonstrou que não utilizará a cadeira de secretário para implantar aquilo que o Brasil nas urnas rejeitou”.
Independente da polêmica de gênero, o secretário tem outros problemas. Um deles é a ameaça de greve no magistério. Em março deverá ocorrer a primeira assembleia geral da categoria. Na pauta a questão da recomposição do reajuste, que ficou para o segundo semestre.























