O governo Bolsonaro convive nesta terça-feira com mais dois constrangimentos. O primeiro envolve o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), por conta de notas fiscais para comprovação de gastos na Câmara dos Deputados, e o segundo o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB). Seu filho que ganhava R$ 12 mil como funcionário de carreira do BB passa a receber R$ 37 mil com a ascensão da nova diretoria do banco estatal.
Onyx Lorenzoni negou em nota ter feito uso irregular da verba de gabinete de deputado federal, conforme reportagem publicada pelo jornal Zero Hora. Por quase 10 anos, ele usou 80 notas fiscais de uma empresa de consultoria tributária para receber da Câmara R$ 317 mil em verbas de gabinete. Dos 80 cupons, 29 foram emitidos em sequência pela Office RS Consultoria Sociedade Simples, o que indicaria que o então deputado foi o único cliente da empresa por meses a fio. Em nota, Onyx disse que a empresa “sempre prestou os serviços e recebeu por eles, na forma da lei”.
Essa firma, ainda segundo o jornal, pertence a Cesar Augusto Ferrão Marques, técnico em contabilidade filiado ao DEM há 24 anos e que trabalha nas campanhas eleitorais de Onyx. A reportagem relata também que Marques faz ainda a contabilidade do partido no Estado, tendo recebido 175 mil reais em 2017 por meio de uma empresa que atua sem registro no Conselho Regional de Contabilidade.
Já o filho do vice-presidente, general da reserva Hamilton Mourão, Antonio Hamilton Rossell Mourão, foi nomeado assessor especial do novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes. No novo cargo, o seu salário será de R$ 37,5 mil, segundo publicou a revista Época e o Metrópoles. Antonio Hamilton Mourão já era funcionário do Banco. Ele recebeu a promoção um dia depois da posse do presidente Rubem Novaes.























