Educação militar nas escolas públicas do DF recebe críticas

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A oposição ao governador de Ibaneis Rocha pode ser até pequena na Câmara Legislativa, mas é bastante ativa. Entre os deputados recém-empossados, Fábio Félix (PSol) criticou a proposta das escolas militares que consiste em envolver a força policial do DF nos conselhos das escolas. Dos 24 deputados, seis estariam no bloco da oposição.

Para “retomar os valores cívicos”, a primeira fase já estaria em andamento em quatro escolas do Recanto das Emas, Ceilândia, Sobradinho e Estrutural. Para o deputado distrital, Ibaneis opta pelo “caminho do silenciamento e da repressão em detrimento da autonomia e da formação para a cidadania”. 

Fábio Félix acredita que a “militarização escolar” ataca os princípios da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96), e vai na contramão de um modelo de “gestão democrático e não hierarquizado”, que abre as portas da escola para a população.

O governo do DF pretende incorporar a ideia em 36 escolas caso o projeto piloto dê certo, segundo o secretário da Educação Rafael Parente. A proposta faz parte do programa SOS Segurança, lançado pelo governador na sexta-feira (11). A proposta custaria em cada escola em R$ 200 mil por ano, que será pago pela Secretaria de Segurança Pública.

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