Após inúmeros registros sobre irregularidades nas provas do concurso para o Corpo de Bombeiros Militar do DF – CBMDF – que foram recebidas pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) por meio da Ouvidoria, a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social recomendou, nesta terça-feira, 7 de março, que o Comando-Geral anule, em 48 horas, a primeira etapa do concurso para o cargo de soldado condutor e operador de viaturas.
O Ministério Público identificou graves falhas procedimentais cometidas pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan) durante a primeira etapa do certame, ocorrida em 5 de fevereiro. Entre elas estão a não designação prévia das salas para a realização das provas e o atraso para o seu início; o descontrole por parte dos fiscais em relação à coordenação dos candidatos em sala; a divergência entre os nomes constantes nos cadernos de provas e respectivos gabaritos; e a não concessão de tempo complementar aos candidatos, uma vez que o certame fora iniciado após o prazo estabelecido no edital.
“É imperioso reconhecer que a desordem administrativa perpetrada pelo Idecan durante a aplicação das provas em questão, especialmente em relação às inconsistências relativas aos cartões de respostas, fragilizaram, de forma evidente, a legitimidade da concorrência”, afirmam os promotores de Justiça na recomendação. As informações são da Assessoria do MPDFT.

