O ministro da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio, foi identificado em ligações investigadas pela Polícia Federal na operação Carne Fraca, que apura fraudes em fiscalizações do Ministério da Agricultura com um esquema de pagamento de propina, mas não foi identificado ato ilícito, afirmou nesta sexta-feira o delegado da PF Mauricio Moscardi Grillo.
Serraglio eria recebido R$ 200 mil da JBS nas eleições de 2014, quando concorreu e venceu a reeleição para deputado federal pelo PMDB.
Segundo o delegado, as ligações do ministro da Justiça, empossado no início do mês, foram tratadas na operação com contexto separado e foram encaminhadas para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
“Naquele momento, não houve ato errado que pudesse ser concluído no contato de Serraglio com uma pessoa investigada”, disse o delegado. “Não conseguimos concluir se houve interferência de Serraglio no esquema.”
Em nota, o ministro da Justiça afirmou que a operação é um exemplo “cabal” de que respeita a autonomia da PF e que soube da citação de seu nome na investigação “como um cidadão comum”.
“Se havia alguma dúvida de que o ministro Osmar Serraglio, ao assumir o cargo, interferiria de alguma forma na autonomia do trabalho da Polícia Federal, esse é um exemplo cabal que fala por si só”, diz a nota.
“A conclusão tanto pelo Ministério Público Federal quanto pelo juiz federal é a de que não há qualquer indício de ilegalidade nessa conversa degravada”, acrescenta a nota. (Da Reuters)





















