Lava Jato derruba terceiro ministro de Temer

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Demorou, mas não tardou. O terceiro ministro do presidente interino Michel Temer pede demissão. Henrique Eduardo Alves, do Turismo, entregou sua carta de demissão nesta tarde sem explicar os motivos.

Envolvido também nas denúncias da Lava Jato, Eduardo Alves é amigo pessoal de Temer. O ex-ministro ocupava também a pasta no governo Dilma Rousseff.

A propina para Henrique foi paga, conforme o ex-presidente da Transpetro, da seguinte forma: R$ 500 mil em 2014; R$ 250 mil, em 2012 e R$ 300 mil em 2008. Os valores foram repassados, segundo ele, pela Queiroz Galvão. Outros R$ 500 mil foram pagos em 2010 a Alves, pela Galvão Engenharia, de acordo com a delação.

Já deixaram o governo Temer, o senador Romero Jucá, do Planejamento, e Fabiano Silveira, da Transparência.

No início de junho, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, já havia dito, em entrevistas, que o envolvimento de Alves no esquema de corrupção na Petrobras “constrangia o governo”. Na ocasião, ele disse que Temer deixou claro aos seus ministros que não se furtaria a demitir quem fosse emparedado nas investigações.

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