A senadora Marta Suoplicy (PMDB-SP) disse que a militância petista radicalizou e está tentando salvar o “insalvável”. Referia-se ao iminente afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff (PT), cujo processo de impeachment deve terminar ainda em agosto.
A afirmação foi feita durante uma entrevista ao jornal El Pais, após ser perguntada sobre as acusações de ser uma “golpista” pelos ex-companheiros.
Marta é pré-candidata pela quarta vez à prefeitura de São Paulo, desta vez pelo PMDB, cuja mudança de partido considera que “valeu muito a pena”.
“Na periferia, com as pessoas que são minhas eleitoras e foram do PT, isso não tem a menor relevância. Eles acham que, e isso é até interessante, que tanto faz o partido que eu estou. Eles me dizem: ‘eu voto em você porque você fez pra gente’. Eles estão muito contra o PT, se sentem traídos pelo atual prefeito, então a situação é essa.”
E sobre o processo de Cunha? perguntou a repórter.
“Eu acho que causa um certo incômodo para todos, na medida em que o processo avança. Mas acho que está terminando essa situação.”
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