Começa daqui a pouco às 9 horas, o julgamento da arquiteta Adriana Villela. Ela foi denunciada pelo Ministério Público do DF pelos homicídios dos pais, ex-ministro José Guilherme Villela e Maria Carvalho Mendes Villela, e da empregada da família, Francisca Nascimento da Silva. O júri popular decidirá se Adriana foi a mandante dos crimes ocorridos há dez anos. O caso é conhecido como crimes da 113 Sul. O julgamento deverá durar cinco dias, segundo as previsões de advogados e da acusação.
Adriana Villela teria contratado Leonardo Campos Alves, ex-porteiro do prédio do casal Villela, para cometer os crimes. Ele receberia dinheiro e joias como pagamento. Leonardo combinou a execução dos homicídios com Paulo Cardoso Santana, seu sobrinho, e Francisco Mairlon Barros Aguiar, que também seriam recompensados. (Casal Viela/foto álbum de família)

Em 28 de agosto de 2009, Leonardo levou Paulo e Francisco até a SQS 113, onde os Villela viviam, e esperou pelos comparsas nas proximidades. Os dois entraram no prédio com as indicações fornecidas por Leonardo e Adriana. Dentro do apartamento, eles atacaram as três vítimas com golpes de faca. Para simular um crime de latrocínio, eles levaram joias no valor de R$ 10 mil e US$ 70 mil em espécie.
A filha dependia economicamente dos pais e recebia mesada, mas considerava o valor baixo. O homicídio de Francisca ocorreu para garantir a impunidade pelos crimes, pois ela poderia identificar os autores.
Os outros três envolvidos já foram condenados pelo Tribunal do Júri. As penas foram fixadas em 62 anos e 1 mês para Paulo; 60 anos para Leonardo; e 55 anos para Francisco. O julgamento de Adriana vinha sendo adiado pelos sucessivos recursos apresentados pela defesa. (Com a assessoria do MPDF)




















