O Ministério Público do Distrito Federal, em Taguatinga, investiga o pastor Fadi Faraj, irmão da ex-deputada distrital Sandra Faraj, por abuso e assédio sexual. Fadi já foi investigado, assim como a irmã, na Operação Heméra, por suposta “rachadinha” de salários de servidores e improbidade administrativa no então gabinete parlamentar.
Ele foi candidato a senador da República nas eleições do ano passado pelo PRP, coligado com o candidato ao governo, o general Paulo Chagas (PRP). Faraj recebeu 268.078 votos. É também o segundo suplente do senador Antônio Reguffe (Podemos-DF).
Pelo menos dez casos estariam sendo investigados. Algumas denúncias foram formuladas em vídeos em casos que teriam acontecido entre 2005 e 2010. Numa entrevista ao Metrópoles, o pastor da Igreja Ministério da Fé, de Taguatinga, disse que foi surpreendido pelas denúncias. “Meu Deus, não sabia dessas acusações. Só Deus vai saber por que estão fazendo isso contra mim”.
Os depoimentos começaram na sexta-feira (18) e devem ter continuidade nesta semana. As investigações correm em segredo de justiça. Uma das denunciantes disse que passou por uma “quebra de maldição”, quando aconteciam as relações sexuais. A gravação é de 2009 e relata os supostos abusos num depoimento a um conselho de pastores. O vídeo foi publicado pelo jornal O Livre, em Mato Grosso. Veja logo abaixo.
De acordo com o jornal, enquanto a “quebra de maldição” perdurava, Faraj se encarregava de tentar resolver os problemas financeiros de Renata. Toda vez que a encontrava, dava quantias de dinheiro que, conforme a moça, variavam de R$ 150 a R$ 250.
Depoimento de uma mulher contra o pasto Faraj feito a um conselho de pastores



















