A presidente afastada Dilma Rousseff não terá condições de convencer indecisos na fase final do impeachment, para os atuais governistas.
Já para os aliados da petista ainda há chance de reverter o quadro. Estimativas dão conta de que os votos favoráveis ao impeachment deverão alcançar número superior a 50. Enquanto os contrários serão inferirores a 20 votos. A sessão começa às 9h00, nesta segunda-feira (29), com presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), acredita que a presidente Dilma Rousseff não tem a menor possibilidade de reverter votos nesta segunda-feira (29).
O fato de Dilma comparecer pessoalmente valerá apenas para a produção do documentário bancado pelo partido.
“A presença dela é só uma cena para esses filmes. Infelizmente, o plenário do Senado foi transformado em set de filmagens e os dilmistas não estão mais preocupados com a defesa, mas, sim, com a encenação de um discurso político.”
Na visão do líder da minoria no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ), está segunda-feira (29) será marcada como um “grande dia” para a história do Brasil. Ele crê numa “virada de jogo”.
“Dilma vai provar a injustiça que está sofrendo porque não houve crime de responsabilidade. Ela quer olhar para cada um dos seis ex-ministros que vão votar a favor do impeachment e vai responder com dureza. Isso pode ter um impacto gigantesco e pode virar o jogo”, ressaltou o petista.
Vale lembrar que são necessários 54 votos para que um presidente da República perca seu cargo no Senado. Ou seja, dois terços dos 81 senadores.
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