Após passar a primeira hora de pregão sem direção definida, o Ibovespa engatou um movimento de queda após as bolsas americanas virarem para o negativo no fim da manhã desta quarta-feira (6), segundo informa o site do Infomoney. Os investidores ficam em clima de cautela conforme acompanham a reabertura das economias diante da pandemia do novo coronavírus, em especial em alguns estados americanos, conforme o país segue registrando um grande número de casos.
Os investidores estão atentos à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que, segundo estimativa da maior parte dos economistas (segundo compilação Bloomberg), deve cortar a Selic em 0,50 pp para o novo piso histórico de 3,25% e sinalizar reduções adicionais para evitar um impacto ainda mais profundo do coronavírus na economia. A decisão será divulgada após o fechamento dos mercados. O dólar comercial tem fortes ganhos de 1,63%, cotado a R$ 5,6805 na compra e R$ 5,6815 na venda. O dólar futuro para junho, por sua vez, sobe 1,82%, a R$ 5,691.
Diante da forte volatilidade do mercado acionário, sob os efeitos da epidemia do coronavírus e o aumento das tensões no cenário político brasileiro, o comportamento do investidor pessoa física na Bolsa tem surpreendido. Em dois meses, enquanto o Ibovespa caiu 22,7%, a B3 registrou o aumento de 440 mil CPFs cadastrados em corretoras, elevando o total de contas para perto de 2,4 milhões.
Apenas em março, mês completamente atípico para o mercado financeiro, com seis circuit breakers e queda da ordem de 30% do Ibovespa, foram 300 mil novos investidores, praticamente o dobro do aumento registrado em fevereiro. Em abril, entraram outros 140 mil. No ano, enquanto a Bolsa perde 30,4% em retorno, acumula 704,3 mil novos cadastros (lembrando que um investidor pode ter conta em mais de uma corretora).
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