Os policiais penitenciários do Distrito Federal encerraram depois do meio dia, diante do Palácio do Buriti, uma manifestação que teve o objetivo de protestar pela a morte de um colega no domingo. Francisco Pires de Souza, o Chiquinho, 42 anos, morreu após contrair o Covid-19 em abril passado.
No boletim epidemiológico de ontem à tarde, a informação é de que há 538 casos no sistema penitenciário, entre agentes e detentos.
Numa nota publicada no sítio eletrônico, o Sindicato dos Policiais Penais do DF afirma que “nem à beira da morte recebeu o reconhecimento por sua bravura. Morreu abandonado pelo Estado a quem dedicou sua vida e vivacidade”.
A nota afirma também que “Francisco faleceu sem que o secretário-adjunto de Assistência à Saúde do DF, Ricardo Tavares, cumprisse o acordado na reunião com o sindicato, no último dia 6 de maio. Ficou determinado que seria garantido aos policiais penais, em caso de internação, espaços físicos distintos daqueles onde estejam pessoas presas, mas isso não ocorreu”.
A manifestação começou no Estádio Mané Garrincha e seguiu até a sede do governo distrital. No Buriti, informou-se que foi entregue um documento em que a categoria reclama das condições de trabalho e sugerido um reajuste de salários. No Ministério Público do DF, foi aberta uma investigação para apurar uma tentativa de fuga no CDP no domingo (17). Alguns presos chegaram a quebrar os cadeados das portas das celas e chegaram a uma área comum, onde foram detidos.

