Guedes garante auxílio emergencial por mais três meses

Ministro Paulo Guedes
Guedes perdeu quase todos os assessores desde o início do governo/Arquivo
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (30) que o auxílio emergencial será estendido por três meses, mas não deu imediatamente detalhes sobre o valor do benefício. Ao participar de audiência pública virtual do Congresso, Guedes reconheceu que o déficit primário deste ano deve ser alto, e estimou que ele provavelmente passará de 15% do Produto Interno Bruto (PIB). Ele também afirmou ter receio de que a dívida bruta passe de 100% do PIB.

O Misto Brasília transmitiu ao vivo a sessão do Senado com o ministro – na homepage do site

Por outro lado, o ministro afirmou que, após um “total colapso” em abril, a arrecadação em maio subiu dois dígitos em relação ao mês anterior e, em junho, avançou num ritmo ainda mais alto nos primeiros 15 dias.

Guedes também afirmou que o secretário especial de Receita, José Tostes Neto, lhe relatou na véspera que a arrecadação deste mês já supera a observada no mesmo mês do ano passado. Esses sinais, segundo Guedes, o fazem acreditar que qualquer previsão para o PIB brasileiro “é chute”.

“Eu não diria hoje que PIB do Brasil vai cair 9%, 10%. Também não digo se vamos sair crescendo rápido. O que eu digo é que temos ainda a chance de fazer uma recuperação econômica bem mais rápida do que todo mundo está prevendo”, afirmou.

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