Políticos, empresários e analistas de países vizinhos continuam de olho na crise política brasileira e no comportamento da economia do país ─ considerado fundamental para o desempenho econômico regional.
Enquanto setores e governos mais à esquerda no continente já descrevem o presidente Michel Temer como “inimigo externo”, analistas destacam que o novo presidente ainda é desconhecido por grande parte da população, e terá na condução da economia peça-chave para a imagem que criará de agora em diante na região.
A Argentina tem no Brasil o principal destino de suas exportações, e a Bolívia exporta seu principal produto ─ o gás ─ ao país, e está prestes a negociar um novo acordo para venda do produto, lembra o analista econômico Javier Gomez, do Centro de Estudos para o Desenvolvimento Trabalhista e Agrário, de La Paz.
No Uruguai, país onde o Brasil costuma ser descrito como “gigante do norte”, a cúpula da coalizão governista Frente Amplio declarou na semana passada que o governo de Temer é “ilegítimo”.
O peruano Carlos Aquino, professor de economia internacional da Universidade de San Marcos, lembra que o governo Temer já mostrou que se afastará de antigos aliados políticos do Brasil, como a gestão de Nicolás Maduro na Venezuela. A expectativa maior no Peru, porém, segundo ele, é que Temer “faça algo para reativar a economia”.
O professor de Ciência Política da Universidade Autônoma do Chile Ricardo Israel lembra que Temer ainda precisa construir “laços” com líderes do país andino, algo que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e inclusive Dilma Rousseff fizeram.
No Uruguai, país onde o Brasil costuma ser descrito como “gigante do norte”, a cúpula da coalizão governista Frente Amplio declarou na semana passada que o governo de Temer é “ilegítimo”. (Com a BBC Brasil)

























