Bolsonaro, o desimbecilizante

Vacina Covid-19
A esperança para acabar com a pandemia é a vacinação em massa/Arquivo/Divulgação
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Texto de Mayalu Felix

Dando uma olhada nos artigos de opinião do site do UOL/Folha, me dei conta de que quase todos criticavam o presidente, porque ele disse que “ninguém era obrigado a tomar a vacina” contra o Covid-19. Mariliz Pereira Jorge, Thaís Oyama, Gabriela Prioli, Ricardo Kotscho, Flávia Boggio e Josias de Sousa forampródigos em acusar o presidente: “Vacina tem que ser obrigatória”. Ricardo Kotscho ainda lamenta, furioso, que o presidente gaste com publicidade. Logo Kotscho, que de 2003 a 2004, quando Lula lá, foi Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República.

Pois é, Kotscho, este ano o presidente gastou R$ 138,5 milhões com publicidade. Você está indignado, eu entendo: é muito pouco e está sendo de uma eficiência absurda. Sobretudo se comparado ao fato de que de 2003 a 2006 Lula gastou R$ 5,9 bilhões com publicidade e hoje é chamado de ladrão nas ruas. De 2000 e 2014, Kotscho, o PT no governo federal comprou R$ 23 bilhões em mídia, mas isso não impediu Dilma de ter sido uma das piores presidentes que já tivemos. Pense nisso.

Voltemos à vacina. A cartilha politicamente correta não permite que ninguém tenha uma opinião fora dela. A mesma cartilha nos constrange, diariamente a um sem número de truques de linguagem para “construir um mundo melhor”.

Desta forma, quem não a cumpre está fadado ao degredo, ao cancelamento, à inexistência. É proibido não apenas ser livre para escolher tomar ou não uma vacina que será finalizada a toque de caixa: é proibido expressar opinião. Vou refrescar a memória dos virtuosos: a vacina contra o vírus HPV foi objeto de controvérsias, sobretudo em 2015, quando o Ministério Público Federal pediu sua proibição.

De acordo com reportagem do site Terra, não foram realizados estudos científicos que tivessem comprovado a eficiência ou os efeitos colaterais da vacina contra o HPV, apontando que, de fato, ela não protegia as mulheres contra o câncer de colo de útero. Além disso, havia também os efeitos colaterais, inúmeros e terríveis, de caráter neurológico, alguns dos quais incapacitantes em adolescentes.

Sim, vão dizer que a ciência, a ciência (A Ciência!) já deu conta de explicar isso. Mas não é bem assim. Não, não explicou.

Quanto ao coronavírus, muitos já adquiriram imunidade. Uma boa parte da população não optará, legitimamente, por submeter seus filhos a uma substância com pouquíssimo tempo de testagem. Outros correrão o risco de ser infectados e poderem se tratar com os medicamentos disponíveis.

E a verdade incômoda, politicamente incorreta, indigesta, contra a imbecilização da esquerda que acha que tem todas as respostas – mas, quando governou, foi o próprio desastre – é que ninguém é obrigado a tomar a vacina contra o coronavírus. Isso é óbvio, mas hoje em dia é preciso desimbecilizar o discurso e dizer o que é evidente. Eu não vou tomar.

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