Agressão, morte, fake news e boicote ao Carrefour

Carrefour violência Porto alegre
Seguranças agridem homem negro após discussão em loja do Carrefour, em Porto Alegre/Arquivo/Reprodução vídeo
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Enquanto alguém alimentar essa ideia falsa de que o homem morto no supermercado Carrefour, do Rio Grande do Sul, morreu porque era negro, vamos continuar a construir, junto com a esquerda, as fake news que tanto repudiamos. O homem agrediu uma funcionária, que chamou os seguranças. Logo que se viu na presença dos seguranças, agrediu-os também.

O fato de que era negro é irrelevante. A surra que levou foi em decorrência das agressões que inicialmente perpetrou, não de sua cor de pele. Os seguranças não agiram corretamente. Deveriam tê-lo imobilizado e chamado a polícia, mas sua falta de preparo tampouco tem a ver com a cor da pele do morto.

E não, não vou defender o Carrefour. Acho lamentáveis os ataques, o vandalismo, a violência contra o patrimônio do supermercado. Não me refiro a essas formas criminosas de protesto. Não vou defendê-lo moralmente em relação à morte do homem gaúcho, e digo isso por várias razões.

Primeiro, porque no ano passado o supermercado promoveu uma Live com o Felipe Neto e mais um monte de gente nesse estilo, pra divulgar aquelas ideias que todo mundo já conhece. Segundo, porque o Carrefour apoia o Sleeping Giants, grupo que fomenta a censura, a desinformação e a política das agências de fact-checking, de verdade única, do politicamente correto, da novilíngua, da imposição da notícia criada sobre os fatos.

Então, é bom que o Carrefour prove do veneno que ajuda a produzir. Por fim, não há muito tempo o mesmo Carrefour permitiu que um cãozinho fosse espancado até a morte em suas dependências. Eu sou protetora independente, então isso, para mim, já havia demonstrado o quanto o sistema de segurança da rede era falho. E me parece que não mudou muito.

A obrigação dos seguranças era imobilizar o homem e chamar a polícia. Em vez disso, bateram nele insistentemente. Não o fizeram porque a vítima era negra, mas porque eram despreparados para a função que exerciam. Do mesmo modo, a “folha corrida” da vítima é desimportante diante dos acontecimentos.

Estou vendo postagens que citam os antecedentes criminais do morto como se eles justificassem o tratamento recebido. É óbvio que não justificam. O que houve foi uma série de acontecimentos em cadeia, de reações descontroladas vindas, sobretudo, de quem tinha a obrigação de manter o controle. E nada teve a ver com cor de pele: teve a ver com estímulo e resposta, tensão e despreparo.

Fosse um branco agressivo, teria sido espancado igualmente. Por tudo isso, eu decidi que não compro mais nada no Carrefour. Não há nenhum supermercado desse na cidade onde moro, mas às vezes viajo. E, quando puder, se puder, escolherei não entrar no Carrefour.

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