O pedido de uso emergencial da vacina russa Sputnik V feito pelo laboratório União Química à Anvisa foi devolvido para a farmacêutica por “não atender os critérios mínimos”. Em nota, o órgão regulador destacou “especialmente pela falta de autorização para a condução dos ensaios clínicos fase 3 [que inclui testes em voluntários], a condução em andamento no país e questões relativas às boas práticas de fabricação”.
A pressão pela vacina ocorre em meio colapso do sistema de saúde de Manaus devido à alta acelerada de infecções pelo novo coronavírus, que fez esgotar o estoque de cilindros de oxigênio.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realiza neste domingo, às 10h, a reunião de sua Diretoria Colegiada para avaliar os pedidos de uso emergencial de duas vacinas contra a covid-19. Estão em discussão a autorização para aplicação da CoronaVac, produzida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo; e a vacina de Oxford/AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Fiocruz.
A previsão de duração da reunião é de cinco horas. Se ocorrer a aprovação, começa a disputa política sobre quem fará a primeira aplicação —o Ministério da Saúde de Jair Bolsonaro ou o Instituto Butantan, vinculado ao Governo de João Doria (PSDB).

