O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, disse hoje (31) que “só pode sustentar que não houve ditadura no Brasil quem nunca viu um adversário do regime que tenha sido torturado, um professor que tenha sido cassado ou um jornalista censurado. Tortura, cassações e censura são coisas de ditaduras, não de democracias”.
A sua postagem no Twitter ocorre no mesmo dia que as Forças Armadas comemoraram o golpe militar de 1964. A Ordem do Dia do Ministério da Defesa enaltece a derrubada do regime civil. Os militares ficaram no poder com cerceamento de direitos e sem eleições por mais de duas décadas.
Crise na caserna e os militares das Forças Armadas na política
O ministro do Supremo Tribunal Federal também ensina que “os jornais eram publicados com páginas em branco ou poemas. Os compositores tinham que submeter previamente suas músicas ao departamento de censura. A novela Roque Santeiro foi proibida e o Ballet Bolshoi não pôde se apresentar no Brasil porque era propaganda comunista~.
“As regras eleitorais eram manipuladas. Ditaduras vêm com intolerância, violência contra os adversários e falta de liberdade. Apesar da crise dos últimos anos, o período democrático trouxe muito mais progresso social que a ditadura, com o maior aumento de IDH da América Latina”.






















