O governo brasileiro recomendou que as mulheres adiem a gravidez durante a pandemia de Covid-19, devido à estirpe brasileira (P.1), que afirma ser mais agressiva em mulheres grávidas. “Estudo nacional ou internacional não temos, mas a visão clínica de especialistas mostra que a variante [brasileira] nova tem ação mais agressiva nas grávidas”, disse o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, numa conferência de imprensa, Raphael Câmara.
“Antes, [a gravidade da Covid-19] estava ligada ao final da gravidez, mas, agora, vê uma evolução mais grave no segundo trimestre e até no primeiro trimestre”, acrescentou o secretário brasileiro que também é médico ginecologista e obstetra. O representante do governo brasileiro recomendou que “caso possível, postergar um pouco a gravidez para um melhor momento para que você possa ter a gravidez mais tranquila”.
Ministério da Saúde publicou esta sexta-feira uma recomendação favorável a vacinação de mulheres grávidas em grupo de risco, embora os imunizantes aplicados no país, do laboratório Sinovac e da farmacêutica AstraZeneca, não tenham estudos finais sobre imunização de gestantes.
“Gestantes, puérperas e lactantes podem se vacinar contra a Covid-19 no Brasil, desde que pertençam a um dos grupos prioritários, especialmente se tiverem alguma comorbidade. Essa é a orientação do Ministério da Saúde, que tem como base estudos nacionais e internacionais que avaliaram os riscos e os benefícios de imunizar mulheres nessas condições”, diz uma publicação no site do Ministério da Saúde.
No caso de brasileiras grávidas sem doenças preexistentes, a recomendação é que seja realizada uma avaliação cautelosa junto ao seu médico, principalmente se a mulher exercer alguma atividade que a deixe mais exposta à doença.
“A gestante também deve ser informada sobre os dados de eficácia e segurança conhecidos dos imunizantes (…). O Ministério da Saúde orienta que as gestantes, lactantes e puérperas procurem os serviços de saúde somente quando chegar a fase de vacinação do grupo prioritário no qual elas estão inseridas”, concluiu.
O Brasil registou 365.444 mortes e mais de 13,7 milhões de casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia.




















