Em meio a um cenário bastante complicado por conta da pandemia do coronavírus, uma possível fusão entre a Azul e a Latam Brasil chegou a ser cogitada por investidores e analistas em meados do ano passado. Isso após as companhias aéreas surpreenderem e anunciarem um acordo de “codeshare” (compartilhamento de voo).
Um ano depois foi anunciado o fim da parceria, também tornando mais difícil essa união acontecer – mas mostrando o interesse da Azul em buscar a “consolidação do mercado”, informou o Infomoney.
“Vimos o codeshare como um passo potencial em direção a um acordo maior envolvendo a combinação das operações das duas companhias aéreas no Brasil, mas agora isso parece menos provável”, avaliam Josh Milberg e Jorge Lourenção, analistas do Morgan Stanley.
Num primeiro momento, Azul e Latam anunciaram na noite da última segunda-feira (24) a rescisão do acordo de codeshare entre as duas companhias aéreas, que foi firmado em junho de 2020. O CEO da Latam no Brasil, Jerome Cadier, afirmou que os benefícios do acordo tinham ficado abaixo das expectativas da companhia aérea.
Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, a Azul não queria o fim da parceria e vinha tentando ampliá-la. A companhia havia iniciado conversas para tentar comprar a operação da concorrente no Brasil, de acordo com fontes do mercado.
Hoje pela manhã, a Latam Airlines Brasil informou que se prepara para acompanhar a retomada da economia, mesmo ainda em um patamar abaixo do nível pré-pandemia, mas que apresenta sinais de recuperação. A procura por viagens aéreas dentro do Brasil vem aumentando gradualmente com a expectativa da celeridade no processo de vacinação no País.
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