Em depoimento à CPI da Covid, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que, em julho de 2020, governo foi avisado sobre avanços nos estudos da CoronaVac e houve oferta de 60 milhões de doses. De acordo com Dimas Covas, o Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a iniciar a imunização contra a Covid-19, mas “percalços” com o governo do presidente Jair Bolsonaro pare fechar um contrato impediram a antecipação da vacinação.
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O mundo começou a vacinar no dia 8 de dezembro. No final de dezembro, o mundo tinha aplicado mais de 4 milhões de doses, e tínhamos no Butantan 5,5 milhões, e mais 4 milhões em processamento. Sem contrato com o ministério. Nos podíamos ter começando antes? O Brasil poderia ter sido o primeiro pais do mundo a iniciar a vacinação, se não fossem esses percalços, tanto contratuais como de regulamentação”, afirmou.
Depois, o Butantan ainda fez propostas para o governo federal em agosto e outubro. Dimas Covas afirmou que, em outubro, as negociações pareciam estar se caminhando para um desfecho, mas que tudo mudou em função da resistência de Bolsonaro a aceitar a vacina chinesa.
“Tudo aparentemente estava indo muito bem, tanto que em 20 de outubro fui convidado pelo [ex-]ministro [Eduardo] Pazuello para uma cerimônia no Ministério da Saúde em que a vacina seria anunciada como uma vacina [do PNI], com a incorporação de 46 milhões de doses”, disse Covas.
Pazuello chegou a anunciar o contrato, mas, logo após o presidente da República se manifestou contra a compra da CoronaVac. Bolsonaro chegou a argumentar na época que os brasileiros não seriam “cobaias”.
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