Pedro Castillo recebeu 50,12% dos votos válidos, contra 49,87% de Keiko Fujimori
Mais de três semanas após o segundo turno das eleições presidenciais no Peru, a proclamação do vencedor continua sendo adiada. Depois de denuncia, sem provas, “fraude em seções eleitorais”, a candidata direitista Keiko Fujimori pede agora uma auditoria internacional das eleições pela Organização dos Estados Americanos (OEA).
Segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), com 100% das urnas apuradas, o esquerdista Pedro Castillo recebeu 50,12% dos votos válidos, contra 49,87% de Keiko. A diferença é de 44.058 votos. Entretanto, o fujimorismo tenta mudar o resultado com pedidos de anulação de aproximadamente 200 mil votos de zonas rurais majoritariamente pró-Castillo de forma contundente.
Em uma carta dirigida ao presidente peruano, Francisco Sagasti, e tendo em vista que o Júri Nacional de Eleições (JNE) vem rejeitando as contestações por falta de provas, Fujimori insiste numa auditoria internacional para “determinar se os resultados representam a vontade popular”.
Ela pede também que a votação seja revista “como aconteceu na Bolívia“. A própria missão de observação da OEA, presente durante as eleições, já descreveu o processo eleitoral no Peru como “positivo” e descartou “irregularidades graves”. (Da DW)


