Cofres vazios nas administrações municipais

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As festas de posse dos 5.570 prefeitos escondem uma realidade financeira que ficará pior em 2017. Há perspectivas de cortes de despesas, dificuldades financeiras para cobrir a folha de pagamento e dívidas milionárias cada vez mais crescentes.

O cientista político André Pereira César observa que por conta dessas dificuldades, a principal mudança nas administrações municipais se dará nas finanças dos municípios. Sem dinheiro em caixa, os prefeitos precisarão focar nas prioridades e necessidades reais da população. “Tendem a ser mais pragmáticos”.

Boa parte dos prefeitos, como o de Porto Alegre (Nelson Marchezan) e o reeleito de Natal (Carlos Eduardo), terá dificuldades com a folha já em janeiro, porque nessas duas capitais o IPTU foi antecipado. Em Belém, o prefeito reeleito Zenaldo Coutinho (PSDB) também vai ter que enxugar gastos.

Outra consequência é que os prefeitos estarão mais em Brasília com o pires na mão. Como a maior parte da arrecadação está na União, vão fazer pressão para reformas.

Por conta desta nova realidade financeira, segundo André César, a população deverá ser mais fiscalizadora. “O descrédito da opinião pública é grande”, observa. (Da Coluna Esplanada)

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