O motivo é o aumento do litro do diesel, que acumula alta de 65% somente neste ano
Em nota divulgada na madrugada de hoje (29), a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos avisou que não tem mais como suportar os aumentos do diesel. A solução para a sobrevivência das concessionárias é o aumento dos preços das passagens de ônibus.
A entidade culpa o governo pelos sucessivos reajustes do combustível que representa 26,6% do custo do transporte público. O aumento acumulado somente neste ano é de 65%. Sem o aumento, segundo a NTU, a solução é deixar os ônibus nas garagens.
A NTU observa que “em geral as tarifas são reajustadas anualmente, enquanto o diesel tem sofrido reajustes quase semanais, o que torna impossível absorver o impacto sobre os custos do serviço”.
No Distrito Federal, são seis concessionárias de transporte público. Em junho, a Câmara Legislativa aprovou uma ajuda de R$ 100 milhões dada pelo governo distrital. O auxílio financeiro ocorre em meio às críticas pelo serviço prestado à população.
A associação reclama que a falta de uma política de preços para o diesel que considere as características do transporte público, significa, na prática, que o governo federal aceita que seja ofertado um serviço de baixa qualidade para o cidadão brasileiro, com ônibus lotados e longas filas de espera nas paradas e terminais, já que as empresas operadoras não dispõem mais das condições necessárias para o atendimento adequado à população.
Para agravar a situação, o Brasil vem adotando uma política de adição do biodiesel, derivado de óleos vegetais, ao diesel tradicional, em percentuais que variam entre 10% e 13% atualmente, muito acima dos níveis adotados internacionalmente (de até 7%). Isso gera a proliferação de fungos nos tanques de armazenamento, compromete o funcionamento dos motores e eleva o preço final do combustível.
“A situação exige que os poderes públicos locais – estados e municípios – cumpram com sua responsabilidade e reestabeleçam o equilíbrio econômico-financeiro dos sistemas de transporte público e que o governo federal adote, com urgência, uma política de preços para os combustíveis que garanta um mínimo de previsibilidade e estabilidade, que não fique simplesmente à deriva das variações cambiais e das cotações das commodities”, exige a nota.


















