O ex-ministro da AGU está sendo questionado na CCJ, mas há uma tendência de aprovação pelos senadores
O ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, disse que o relatório da CPI da Covid deve ter desdobramentos obrigatórios nas várias instâncias do Judiciário. Ele disse também que é a favor da independência e harmonia entre os Poderes. E afirmou que vai garantir a não-discriminação de todas as pessoas quando estiver no Supremo Tribunal Federal (STF).
As declarações foram feitas durante o depoimento que ainda acontece na Comissão de Constituição de Justiça do Senado Federal. Os senadores fazem a sabatina de Mendonça para referendar o seu nome para ocupar a 11a. vaga no do Supremo Tribunal.
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A tendência é de aprovação do nome na CCJ e também no plenário do Senado, que deve acontecer nesta quinta-feira (02). O senador José Antonio Reguffe (Podemos-DF) antecipou o seu voto a ser dado no plenário a favor de André Mendonça. A declaração pública do senador do Distrito Federal segue a maioria da bancada do Podemos.
“Meu voto é favorável ao André Mendonça. Não sou evangélico, mas sou católico praticante. Ser cristão não é problema. Acredito nas palavras dele, que respeitará o Estado laico, assim como determina a CF (Constituição Federal). E, o principal, se ele fosse de “esquema“, já teria sido aprovado há muito tempo”.
A aprovação de indicações pelos senadores de dezenas de nomes acontece desde ontem num esforço concentrado definido pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). As votações ocorrem nas comissões permanentes e depois são submetidas ao plenário. Há mais de duas dezenas de nomes.

























