O reforço mais potente no estudo foi uma dose da vacina da Moderna, depois a AstraZeneca e da Pfizer
Um estudo publicado ontem (02) na revista científica The Lancet revelou que doses de reforço de vacinas contra a Covid-19 podem fortalecer drasticamente as defesas imunológicas do corpo.
Na pesquisa, chamada Cov-Boost e realizada no Reino Unido, foram medidas em junho passado as respostas imunológicas de quase 3 mil pessoas que receberam uma entre sete vacinas contra covid-19 ou um placebo dois a três meses após terem tomado a segunda dose da AstraZeneca ou da Pfizer, informou a DW.
Pelo menos dois meses após a segunda dose da vacina da Pfizer e três meses após a da AstraZeneca, pacientes receberam uma terceira dose dessas vacinas ou das vacinas CureVac, Moderna, Novavax, Valneva e Janssen. Outros participantes receberam um placebo.
Todos os que receberam a vacina produziram uma resposta aumentada de anticorpos – com exceção de uma vacinação inicial com Pfizer seguida por um reforço da Valneva, que não mostrou nenhuma diferença perceptível contra a Covid-19.
Aqueles que receberam reforço com Pfizer após duas doses da AstraZeneca apresentaram um mês depois níveis de anticorpos quase 25 vezes maiores do que os que receberam placebo. Quando a dose de reforço da Pfizer foi administrada após duas doses da Pfizer, os níveis de anticorpos aumentaram mais de oito vezes.
O reforço mais potente no estudo foi uma dose da vacina da Moderna, que aumentou os níveis de anticorpos em 32 vezes no grupo imunizado com AstraZeneca e 11 vezes no grupo com duas doses da Pfizer. Atualmente a Moderna é usada no programa de reforço do Reino Unido administrada em meia dose.





















