O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, morreu nesta tarde de quinta-feira (19), vítima da queda de um avião na Costa Verde do Rio de Janeiro, próximo à Ilha Rasa, no litoral de Paraty. O Corpo de Bombeiros de Paraty confirmou a morte do ministro. Chovia muito no momento do acidente.
O presidente Michel Temer recebeu a notícia que o ministro do Supremo poderia estar na lista de passageiros ao lado do vice-líder do governo no Senado, José Medeiros (PSD-MT). A reação dele, segundo o senador, foi “de consternação” ao ouvir que o ministro do Supremo estaria na lista de passageiros. E que Temer disse “meu Deus”.
De acordo com a assessoria de imprensa da Força Aérea Brasileira (FAB), o avião de modelo Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM, saiu do aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, às 13h (horário de Brasília). Segundo funcionários do aeroporto de Paraty, a aeronave caiu no mar por volta das 13h30, momento em que chovia bastante na região.
Zavascki era relator da Operação Lava Jato e apreciava a homologação de 77 executivos da Oderbrecht. Ele estava saindo em férias, segundo o filho dele Francisco Zavascki, por isso se deslocava para Paraty.
O ministro do Supremo nasceu em Faxinal dos Guedes (SC). Zavascki foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). E presidiu o Tribunal Regional Federal da 4ª região (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) entre 2001 a 2003 e atuou como juiz do Tribunal Regional Eleitoral na década de 1990.
O início na carreira jurídica ocorreu em 1971, em Porto Alegre, como advogado concursado do Banco Central, onde atuou por sete anos. No anos 80, o magistrado se transferiu para a superintendência jurídica do Banco Meridional do Brasil.
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