Marcelo Rech, especial da República Dominicana
O presidente de Cuba, Raul Castro, cobrou respeito por parte do novo governo dos Estados Unidos à soberania de Cuba e garantiu que o país seguirá negociando a normalização das relações bilaterais, desde que Washington não imponha condições. Ao solidarizar-se com os governos boliviano, venezuelano e equatoriano, Castro voltou a atacar o que chamou de “golpe de Estado parlamentar e judicial contra o Brasil.
“Reiteramos a nossa rejeição ao golpe de Estado perpetrado no Brasil contra a presidente Dilma Rousseff, a quem expressamos a nossa solidariedade, da mesma forma ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva”, afirmou. Integrantes da comitiva de Castro na CELAC, os vice-chanceleres cubanos Abelardo Moreno e Rogelio Díaz, deram a entender que as relações com o Brasil estão congeladas e que não há interesse em normalizá-las enquanto o país não eleja um novo presidente em 2018.
Para a diplomacia brasileira, “Cuba tem sido muito desaforada”. O diálogo entre os dois países está praticamente paralisado e não há indícios de que este cenário possa mudar enquanto Michel Temer esteja como presidente e José Serra responda pela chancelaria. (Do Inforel)
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.





















