De ex-queridinho orgulho do Brasil à Lava Jato

Compartilhe:

Em abril de 2011, a ex-presidente Dilma Rousseff comemorou com o empresário Eike Batista, então homem mais rico do Brasil a trajetória meteórica do chamado império “X”. A fortuna estimada era de US$ 30 bilhões investidos em empresas de petrolíferas, de mineração, energia e logística. A maioria como se dizia já àquela época starup (o ato de começar algo, normalmente relacionado com companhias e empresas que estão no início de suas atividades e que buscam explorar atividades inovadoras no mercado).

Assista o vídeo ao lado na Seção Vídeos com os elogios de Dilma e Sérgio Cabral Filho

Dilma Rousseff em outras palavras encorajou uma união entre a petroleira OGX e a Petrobras. “Ambas podem ganhar muito com a parceria”, enfatizava ela à época.

Um ano depois, em 2013, a relação mudou entre a ex-presidente e o outrora elogiado empreendedor bem sucedido. Eike teve que recorrer à recuperação judicial no começo de abril de 2013.

O tratamento ao “queridinho” Eike pelo governo petista estava na contramão da ideologia estatizante. Isso saltava aos olhos de muitos. Em suma o PT dava uma mão estatizante ao prodigioso mega-empresário da produção petrolífera, mesmo que fosse virtual.

Sem chances de salvar o império “X”, como ficou conhecido o grupo EBX, o governo petista ficou frustrado. A ficha caiu quando o próprio empresário afirmou que seus campos de produção ficaram no vácuo. Ou seja, não lograram êxito como havia vendido para investidores.

Só para lembrar,  o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) facilitou crédito de R$ 10 bilhões ao império “X”.

À época, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, resumiu assim: “É um grupo privado. Não tem nenhuma ligação com o governo e, portanto, a solução para a OGX vira do mercado.”

Vale lembrar que Dilma Rousseff comemorou o “primeiro óleo” de Eike, mas não viu jorrar no poço.

O megaempresário Eike Batista é o “orgulho do Brasil”, declarou Dilma em São João da Barra, quando defendeu a realização de parcerias entre a Petrobrás e a petroleira nacional OGX, uma das subsidiárias do grupo EBX, controlado pelo homem tido internacionalmente como o mais rico brasileiro daquele época. Dilma visitava as obras do porto do Açu, no litoral de São João da Barra, município litorâneo do norte do Estado do Rio.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Conteúdos, vídeos e destaques. Escolha sua rede favorita.

Dica: ative notificações na sua rede preferida.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades

100% GRATUITO
Newsletter
Receba os destaques da semana
Resumo curto, conteúdo útil e direto.
📰 Resumo
Leitura rápida
🔒 Sem spam

Você pode cancelar quando quiser.