Dificuldades serão maiores com desemprego

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O economista João Saboia, professor da Universidade do Rio de Janeiro, prevê que o desemprego será ainda pior nos próximos meses, mas não tão ruim quanto 2016. A renda caiu para os trabalhadores que ganham mais de um salário mínimo e ”quem ganha mais e não conseguiu o reajuste acabou contribuindo para a distribuição da renda não ter piorado”.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, publicada no fim de janeiro, só nos últimos três meses do ano houve uma alta de 36% no número de desempregados em relação ao mesmo período de 2015, o que significa cerca de 3 milhões de brasileiros a mais na fila do desemprego.

De acordo com o economista em entrevista ao El País, “a nossa taxa de desemprego vem registrando índices muito ruins há dois anos e, mesmo que este ano exista alguma expectativa de uma leve melhora na economia, tudo está muito incerto ainda”.

Ele não acredita que será uma piora significativa como foi a dos últimos dois anos. Em 2016 já piorou muito, caiu muito, é difícil continuar nesse ritmo. “Mas provavelmente ainda vamos ter o aumento do desemprego no início deste ano”.

“E mesmo quando você olha a PNAD Contínua até o terceiro trimestre do ano passado, que analisa só a renda do trabalhador, você confirma que não houve piora da distribuição de renda do trabalho. O que ela mostra é que, para as pessoas que continuam ocupadas, a renda não piorou. O que é um dado positivo. A minha primeira expectativa era de que o movimento tivesse invertido diante da crise. Ele perdeu força, mas não inverteu”.

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