Ucrânia pede à Rússia cessar-fogo imediato

Ucrânia hospital guerra Misto Brasília
Crianças são atendidas em hospital da Ucrânia por conta da guerra/Rede social
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Na assembleia da ONU, houve discursos dos representantes dos dois países e uma reunião de negociação

A Ucrânia pediu oficialmente nesta segunda-feira (28) à União Europeia que autorize a sua adesão como país-membro do bloco, em um movimento para tentar consolidar os vínculos entre os ucranianos e o Ocidente. O presidente Volodimir Zelenski divulgou fotos dele assinando o pedido formal.

A iniciativa é em grande medida simbólica, pois a análise do processo pela União Europeia deve demorar anos, e se opõe à intenção do presidente russo, Vladimir Putin, de manter a Ucrânia sob sua esfera da influência.



No quinto dia da ofensiva russa contra a Ucrânia, a sessão emergencial da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, foi aberta, pelo presidente Abdulla Shahid, com um pedido de um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do confronto.

Com o respaldo dos chefes da entidade de que o conflito fere a lei internacional, Shahid defendeu um cessar-fogo imediato. “Temos que parar a guerra imediatamente”, frisou. Ele também disse que as consequências humanitária dos conflitos “serão devastadoras”.

Ao lembrar a reunião de delegações entre a Rússia e a Ucrânia na fronteira com Belarus, que ocorre hoje paralelamente à reunião da ONU, Abdulla Shahid avaliou que “abriu-se uma janela para o diálogo, uma sombra de esperança”. “Temos que dar uma oportunidade para a paz. Armas são melhores quando não são usadas”, discursou o presidente da Assembleia Geral da ONU.



O embaixador da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, afirmou que a Rússia teria cometido crimes de guerra durante os combates. Segundo ele, civis, hospitais, escolas, orfanatos e até ambulâncias foram alvejados pelos russos. “Os conflitos têm paralelos que podem ser feitos com a 2ª Guerra Mundial. A Rússia comete crimes de guerra”, disse Sergiy Kyslytsya. Segundo ele, há pelo menos 5 mil mortos, entre civis e soldados.

O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, falar. Ele rebateu as falas da Ucrânia e disse que há uma guerra de informação contra o país. Na versão russa, o conflito começou após “sabotagens” ucranianas a acordos entre os dois países. “A Ucrânia está pedindo sua adesão à Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] rompendo [leis da ONU] e colocando a Rússia em risco”, ressaltou. Para Nebenzya, a operação da Rússia “exerce o direito pela autodefesa.”



Rodada de negociações e espaço aéreo

Representantes dos governos da Ucrânia e da Rússia concluíram uma reunião realizada na fronteira de Belarus nesta segunda-feira. Agora, os representantes retornam às suas respectivas capitais para consultas, antes de uma segunda rodada de conversas, segundo a agência de notícias russa RIA.

Um dos representantes da Ucrânia na reunião, Mykhailo Podolyak, afirmou após o encontro que as negociações são difíceis. O governo de Kiev pediu um cessar-fogo imediato e a retirada das forças russas da Ucrânia.

A Rússia fechou o espaço aéreo para companhias aéreas de 36 países, incluindo todos os 27 membros da União Europeia, em resposta a sanções contra seu setor de aviação.



Alguns dos países proibidos já haviam sido identificados, enquanto outros foram nomeados pela autoridade aeronáutica Rosaviatsia pela primeira vez na segunda-feira, após as medidas punitivas impostas pela invasão russa à Ucrânia.

A expectativa é que a proibição de voos prejudique especialmente as companhias aéreas que sobrevoam o maior país do mundo para ir da Europa à Ásia, já que serão forçadas a encontrar novas rotas.

Entre os países estão Albânia, Anguilla, Áustria, Bélgica, Bulgária, Ilhas Virgens Britânicas, Alemanha, Gibraltar, Hungria, Grécia, Dinamarca, Canadá, Croácia, Chipre, República Tcheca, Estônia, Finlândia, França, Jersey, Irlanda, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia e Reino Unido.


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