Rússia dispara quase 500 mísseis contra a Ucrâna

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Tropa ucraniana patrulha rua de cidade bombardeada/Alaraby
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Ucranianos e russos chegaram a um acordo sobre um corredor humanitário para os civis

Autoridades americanas informaram na noite desta quinta-feira (03) que a Rússia já disparou 480 mísseis na Ucrânia. Os oficiais também disseram que 90% das forças russas que haviam sido destacadas nas fronteiras, antes da invasão, já estão em território ucraniano.

Com maior progresso no sul do país – como a tomada da cidade de Kherson, que ocorreu nesta quarta-feira –, os russos teriam a maior parte de suas tropas concentradas no norte da Ucrânia, segundo dados divulgados pelos Estados Unidos.

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A maioria dos mísseis – 230 ao todo – teriam sido disparados a partir de veículos móveis, na Ucrânia.

Durante visita à Lituânia nesta quinta-feira, o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse acreditar que a guerra na Ucrânia pode durar um longo período.

Steinmeier afirmou que não vê “sinais de que a guerra acabará logo. Provavelmente, será longa, e devemos ser pacientes”.

Ele descreveu a guerra como uma “violação do direito internacional” e disse “ninguém no curso da história será capaz de justificar o que está acontecendo na Ucrânia agora”.



Em resposta aos ataques cada vez mais fortes da Rússia em solo ucraniano, o governo dos Estados Unidos deve impor sanções ainda maiores principalmente a oligarcas russos e também aos membros do governo ligados diretamente a Vladimir Putin.

Entre os principais alvos das medidas estão o secretário de imprensa de Putin, Dmitry Peskov, e Alisher Burhanovich Usmanov, um dos indivíduos mais ricos da Rússia e aliado próximo de Putin.

O Departamento de Estado dos EUA também anunciou que vai impor proibições de vistos a 19 oligarcas russos e a dezenas de seus familiares e pessoas próximas.

Washington também divulgou que essas pessoas ficarão isoladas do sistema financeiro dos EUA, e que seus bens, em solo americano, serão bloqueados, informou a AP.



Uma aeronave fretada que transportava passageiros de nacionalidade russa foi retida no aeroporto de Yellowknife, na região de Yukon, noroeste do Canadá.

“Vamos seguir responsabilizando a Rússia pela invasão à Ucrânia”, disse, no Twitter, o ministro dos Transportes canadense, Omar Alghabra, publicou a Reuters.



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Representantes da Rússia e da Ucrânia apertam as mãos no segundo dia de negociações/Alaraby

Corredor de proteção

Representantes da Rússia e da Ucrânia reuniram-se nesta quinta-feira em Belarus, na segunda rodada de conversas entre os dois países desde que militares russos iniciariam uma ampla invasão do território ucraniano.

Mykhailo Podolyak, conselheiro presidencial da Ucrânia, disse que ambas as partes concordaram em criar corredores humanitários para permitir a entrada de mantimentos e insumos e a retirada de civis.



Apesar do compromisso, ele considerou o resultado da reunião frustrante. “Para nosso grande pesar, não conseguimos os resultados que gostaríamos”, disse.

Podolyak também afirmou que os dois países concordaram em se reunir novamente, sem especificar uma data.

O chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, confirmou o acordo sobre os corredores e avaliou que houve “progresso substancial” nas negociações. Segundo ele, houve acordo sobre cessar-fogos provisórios na região dos corredores, de acordo com a Reuters.


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