O presidente Michel Temer lidera o país com o pior desempenho econômico do bloco G-20, como uma espécie de “doente em recuperação”. Se no ano passado a economia brasileira foi a que menos cresceu entre os membros do G20 (com queda de 3,8%), em 2011 seu índice de crescimento (3,9%) tinha ficado à frente de Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.
Agora, a controversa troca de comando do país e o debacle econômico dos últimos anos acabam desbotando a imagem externa do Brasil, nota Rafael Cortez, cientista político da consultoria Tendências.
A foto oficial do evento acabou ilustrando bem o atual contexto, já que Temer ficou posicionado na ponta, um tanto isolado do núcleo do G20. Um critério que costuma ser usado para determinar a distribuição dos líderes é a antecedência da confirmação no evento – mas o Itamaraty não tinha conseguido confirmar se foi esse o motivo de Temer ter ficado na margem do grupo até a publicação desta reportagem.
“O legado do Lula era muito positivo. Ele conseguiu transferir parte de sua popularidade interna para o plano internacional. Dilma em algum momento já havia perdido isso, seja por características pessoais, seja porque a economia brasileira já dava sinais de inconsistência ao longo do seu mandato”, opina Cortez.
“E agora com o Temer a gente está em um nível ainda mais baixo nesse sentido, mais difícil para que o Brasil se torne um protagonista”, avalia. (Da BBC)


























