Paulo Henrique Costa, indicado pelo ex-governador Ibaneis Rocha, é suspeito de não seguir práticas de governança em negócios com o Banco Master
Por Misto Brasília – DF
A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero nesta quinta-feira (16) e prendeu o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa em Brasília.
Costa é suspeito de não seguir práticas de governança em negócios com o Banco Master. A quarta fase da operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.
A governadora Celina Leão emitiu duas notas após a prisão e diz que que está atuando com responsabilidade para que todos os fatos sejam esclarecidos. Veja a nota logo abaixo.
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O advogado de Paulo Henrique se manifestou há pouco e disse que o ex-presidente do BRB nada fez de errado que pudesse provocar a sua prisão.
Os agentes cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e em São Paulo.
Estão sendo investigados os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa, informou a TV Band..
Em novembro, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, Costa foi afastado do cargo de presidente do BRB. Em janeiro, o ex-presidente da instituição prestou depoimento e revelou detalhes sobre o problema de liquidez do Banco Master.
Questionado se o travamento dos repasses do Master ocorria apenas nas carteiras de renda ou em todas as modalidades de crédito, o ex-presidente do BRB foi direto: “De todas”.
Essa informação foi considerada crucial para os investigadores da Polícia Federal, pois indica que a incapacidade de pagamento do Banco Master era generalizada.
Para a fiscalização do Banco Central, entretanto, o fato de o repasse de “todas as carteiras” ter sido afetado reforça a tese de que os ativos vendidos ao banco estatal — muitos deles classificados como “créditos podres” ou sem lastro — já não possuíam capacidade de gerar a liquidez prometida.
A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que a falta de liquidez relatada por Paulo Henrique Costa seja o resultado direto de uma fraude estimada em R$ 12 bilhões.
Nota da governadora
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, informa que os fatos envolvendo o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, são de competência do Poder Judiciário, a quem cabe o julgamento.
A nova gestão à frente do GDF reafirma seu compromisso com a transparência, o respeito às instituições e a legalidade, e seguirá colaborando com as instâncias competentes.

















