A ministra Cármen Lúcia, que tomou posse nesta segunda-feira na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o país vive atualmente momentos tormentosos e que é necessário fazer uma travessia por águas revoltas.
Sem mencionar diretamente a crise política vivida pelo país, Cármen Lúcia disse que a busca pela Justiça é atemporal e que é necessário agilizar o tempo de andamento e de tomada de decisões do Judiciário.
“Vivemos tempos tormentosos. Há que se fazer a travessia para tempos mais pacificados. Travessia em águas em revolto e cidadãos em revolta”, disse a ministra em seu discurso de posse.
“Em tempos de dores multiplicadas, há de se multiplicar também as esperanças”, defendeu.
Advogada, Cármen Lúcia Antunes Rocha, com 62 anos, é a segunda mulher a presidir o STF, depois de Ellen Gracie, que comandou o Supremo entre 2006 e 2008.
Com mestrado em Direito Constitucional, a nova presidente foi procuradora do Estado de Minas Gerais e professora titular de Direito Constitucional da PUC-MG.
Cármen Lúcia assume a presidência do STF logo após o fim do processo de impeachment que levou à cassação do mandato de Dilma Rousseff, cujo fatiamento na votação final tem várias ações a serem analisadas pelo Supremo.
O tribunal terá que lidar também com os políticos envolvidos na Lava Jato e outras operações em andamento da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
Juntamente com a posse de Cármen Lúcia, também foi empossado nesta segunda-feira o ministro Dias Tóffoli como vice-presidente do Supremo. Os dois estarão à frente do STF pelos próximos dois anos. (Com Reuters)
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