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PF pega no forró, e o rock, pagode e axé?

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Texto de Apolos Batista Costa Paz Neto

O meio musical acordou de ressaca nesta terça-feira (18), com a deflagração da Operação For All, da Polícia Federal, que aponta para um esquema milionário de sonegação. Algo em torno de R$ 500 milhões teriam sido sonegados por empresas que administram os interesses comerciais de bandas que fazem muito sucesso no Nordeste.

Entre elas, a Aviões do Forró, dos cantores Xand e Solange Almeida, que foram levados coercitivamente pelos agentes. Não se sabe se eles têm alguma coisa para cantar, ops, contar sobre o esquema, que funcionava no velho sistema de subfaturamento dos contratos.

Ou seja, um show vendido por R$ 200 mil acabava virando um negócio até 30% mais barato. Quem é músico ou entende um pouco do compasso, sabe que esse meio é dominado por empresários espertalhões e artistas de renome, que ficam com 95% dos cachês.

Os outros 5% são miseravelmente divididos com os nem tão famosos sanfoneiros, baixistas, guitarristas, bateristas, percussionistas e tecladistas que embalam multidões noite afora. A vida para estes não tem luxo algum, ao contrário de seus patrões.

Com a incursão da PF nesse novo submundo do crime, já tem gente indignada com a perseguição ao estilo. Mas é só contra o forró? E o rock, o sertanejo, o pagode e o axé, ninguém vai fazer nada?

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