Sistema eleitoral esmaga pequenos partidos nos EUA

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A eleição presidencial americana que acontece hoje (com resultado previsível para quarta-feira), tem mais do que dois principais candidatos. Partidos menores com pouca projeção na mídia também lançaram os seus. Para ser eleito presidente, são necessários 270 delegados do Colégio Eleitoral.

São três candidatos nos 50 estados mais o Distrito de Columbia (na capital federal Washington D.C.): Hillary Clinton, Donald Trump, Gary Johnson (Partido Libertário). Em 40 estados há mais dois (Jull Stein e Darrel Castle) e em 20 estados, um. Em cinco estados há mais 21 candidatos. (veja a lista)

Tem sido essa a tendência dos candidatos dos partidos que correm por fora do sistema historicamente bipartidário nos Estados Unidos.

Muitos analistas acreditaram que este seria o ano em que um terceiro partido iria finalmente começar a derrubar o sistema dominado por Democratas e Republicanos.

Como diz o jornalista português Alexandre Moraes (do Publico), que mora em Nova Iorque, as grandes cadeias de televisão dedicam-lhes menos espaço do que a um vídeo de um cãozinho que ficou preso num bloco de gelo.

Os partidos pequenos não conseguem chegar sequer aos 5% e acabam fechados num ciclo vicioso por não conseguirem aceder a um simpático financiamento para se apresentarem mais bem preparados nas eleições seguintes.

Mesmo assim, 20 milhões de dólares é um cheque magro demais para enfrentar os dois grandes colossos num país com 50 estados, cujas campanhas chegam a gastar milhões de dólares num ano eleitoral em viagens para todo o lado e tempestades de anúncios na televisão, conta Alexandre.

As regras dos debates televisivos exigem que os candidatos tenham pelo menos 15% nas sondagens eleitorais.

Gary Johnson é um desses candidatos. Antigo governador do Novo México, pelo Partido Republicano, agora que dá a cara pelo Partido Libertário. A outra é a médica Jill Stein, pela bandeira dos Verdes.

Em setembro, Johnson chegou aos 9,4%, mas no domingo estava nos 4,8% – se a tradição se mantiver, o resultado final será inferior a isso e também não terão direito ao cobiçado cheque. Jill Stein não tem o seu nome nos boletins de Nevada, em Dacota do Sul e Oklahoma.

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