Ouro fechou em baixa e o dólar em alta de 1,32%

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Fachada da sede da Petrobras no Rio de Janeiro/Arquivo/Agência Brasil
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No sexto dia de conflito de Estados Unidos e Israel com o Irã, as tensões avançaram e impulsionaram o sentimento de aversão ao risco

Por Misto Brasil – DF

O dólar ganhou força ante o real com a escalada de tensão no Oriente Médio reforçando o sentimento de aversão ao risco. Nesta quinta-feira (05), o dólar à vista encerrou a sessão a R$ 5,2870, em alta de 1,32%. 

O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), oDXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em alta de 0,54%, aos 99,313 pontos.

No sexto dia de conflito de Estados Unidos e Israel com o Irã, as tensões avançaram e impulsionaram o sentimento de aversão ao risco nos mercados.

Nesta manhã, a Guarda Revolucionária do Irã atingiu um petroleiro dos EUA na parte norte do Golfo. A Guarda disse ainda, em comunicado divulgado pela mídia estatal, que, em tempo de guerra, a passagem pelo Estreito de Ormuz, estaria sob o controle da República Islâmica.

Mais navios-tanque foram atacados nas águas do Golfo, à medida que os ataques entre os Estados Unidos e o Irã se intensificavam e drones iranianos entravam no Azerbaijão, ameaçando espalhar a crise para mais produtores de petróleo na região.

O ouro fechou em queda nesta quinta-feira (5), à medida que o dólar ganha força em meio às preocupações econômicas para os Estados Unidos com a guerra no Irã.

O ouro chegou a abrir em alta, mas inverteu de rumo no final da manhã à medida que o dólar e os juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) se fortaleceram no pregão. (Com o MoneyTimes e InfoMoney)

O que se passa nas bolsas

Mesmo após a volatilidade dos últimos dias, o Brasil tem se destacado entre os mercados emergentes em 2026, beneficiando-se da realocação para outros mercados além dos EUA e com a busca por ativos da economia real.

Levando isso em conta, a equipe de pesquisa setorial do Itaú BBA selecionou 26 ações que, em sua opinião, oferecem argumentos convincentes após o recente vai e vem do mercado.

A equipe de analistas destacou ações em diversas teses seculares (como tendências de alta no setor de energia, temas de GLP-1/medicamentos contra obesidade), que também se beneficiam das tendências macroeconômicas globais e locais. A seleção vai de ações de grande e pequena capitalização.

Um levantamento da consultoria Elos Ayta com 16 companhias globais de petróleo, todas com valor de mercado superior a US$ 50 bilhões e ações ou ADRs negociadas em Nova York ou na América Latina, revela que a Petrobras aparece entre os maiores destaques do setor em 2026.

Até 4 de março, a ação preferencial PETR4 acumula valorização de 38,81% em dólares, o segundo melhor desempenho da amostra, atrás apenas da americana Valero Energy, que sobe 39,43% no período.

A Brava Energia venceu o OTC Distinguished Achievement Award for Companies 2026. A premiação possui o maior prestígio da indústria de óleo e gás mundial e pela primeira vez foi concedida a uma empresa independente do Brasil.

O prêmio ressalta a capacidade da companhia em desenvolver, de forma pioneira para uma empresa privada brasileira, um sistema de produção em águas profundas desde a sua fase inicial (greenfield) – o Sistema Definitivo de Atlanta, na Bacia de Santos.

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