“Faremos quatro anos vibrantes que valerão por oito”, disse João Doria há exatamente um ano, em entrevista ao El País. A frase foi uma resposta ao questionamento sobre reeleição. Naquela época, o tucano ainda era um dos pré-candidatos do PSDB à Prefeitura de São Paulo.
João Agripino da Costa Doria Junior (PSDB) assume hoje como o 62º prefeito de São Paulo com 118 promessas a cumprir.
Para honrá-las nos próximos quatro anos, ele terá que cumprir uma a cada 12 dias de mandato. O levantamento das metas foi feito com base em debates, sabatinas, programas eleitorais e entrevistas do tucano.
Durante a cerimônia de posse na Câmara dos Vereadores, o ex-bispo Marcelo Crivela (PRB) deu o tom da sua gestão: “É proibido gastar”, afirmou em seu discurso de posse, apontando o que parece ser o mantra dos novos prefeitos no Brasil da recessão. “O país está em crise, o Rio de Janeiro está em crise. É tempo de cautela”, avisa o prefeito carioca.
“O problema deste mandato é que a gente não tem dinheiro. Vai ser um ano de ajuste, corte de despesas, de melhorar a arrecadação, cortar benefícios fiscais e acabar com alguns desvios”, explica um dos colaboradores do prefeito.
Crivella cortou a pasta de Pessoas com Deficiência e até a de Turismo, que será substituída por um conselho de sábios do setor. O turismo, além de ser a “principal vocação da cidade”, segundo Crivella, é chave numa cidade em crise e com 50.000 vagas hoteleiras a serem amortizadas após a Olimpíada.












